Esse termo ME ME ME Generation fica ainda melhor em português.

Ken Levine critica projetos como do filme de Veronica Mars e o novo filme do Zach Braff serem prejudiciais ao Kickstarter. O que ele argumenta é que esses grandes projetos podem tirar o propósito da plataforma de crowdfunding e expulsar os projetos pequenos que, verdadeiramente, precisam de financiamento.

Eu discordo de diversos pontos do texto e acredito que acontece o contrário: esses projetos de grande visibilidade podem fazer ate uma diferença positiva para os menores.

Primeiro ponto é que nunca chamaria esses projetos que ele citou de grandes. Pelo valor que pediram, algo em torno de 2 milhões, é perceptível que os projetos não são grandes. Um único episódio de Game of Thrones custa o dobro disso. Achom que é ingênuo ele comparar esses dois filmes com produções de Hollywood.

Segundo, ele fala que com esses filmes no kickstarter, as pessoas vão financia-los ao invés de ajudar a quem precisa. Acho que isso não é aplicável por causa do formato “paga quanto quiser” do kickstarter. Ainda, não acredito que uma pessoa, ao entrar no site, pense “tenho 15 dólares, vou ver quem aqui merece meu dinheiro”. O funcionamento é outro. O usuário navega, ver projetos que gosta, e paga o quanto ele acha que aquilo merece e quanto ele pode. Ou seja, se ele pagou 5 dólares para financiar Veronica Mars ele não vai poder deixar de pagar para qualquer outro projeto.

Isso me leva ao ultimo ponto que, acredito, mostra o lado benéfico de filmes como esse usarem o Kickstarer. Na verdade, acho que muitos dos que foram no site ver o projeto de Veronica Mars e financia-lo foram pessoas que mal conheciam a plataforma. E por causa da visibilidade do filme, foram no Kickstarter. E, aumentando o número de pessoas que entram e conhecem a plataforma, maior a chance do jovem cineasta Joãozinho receber doações.

Posso estar pensando numa situação muito boa, mas a verdade é que, no final, o Joãozinho não é prejudicado em nenhum momento.

Um texto publicado pelo Boing Boing também critica os argumentos de Ken Levine. O autor mostra que sim, talvez o Zach Braff não tenha apenas boas intenções. Também acho isso, mas acredito que há uma visão muito negativa no ato de pedir dinheiro pra quem gosta de algo, e isso na verdade não é algo malvado. Afinal, as pessoas podem pagar sem querer nada em troca além do filme ser feito. Seria melhor de outra maneira? Talvez. Mas ninguém foi forçado a pagar ali. Ele pediu e disse o que daria em troca. *

* Sobre pedir para alguém pagar por algo, é legal ver a palestra do TED da cantora e performer Amanda Palmer. Ela foi outra criticada por usar o Kickstarter.

Experts said the “Harlem Shake” phenomenon was emergent behavior from the hive mind of the internet—accidental, ad hoc, uncoordinated: a “meme” that “went viral.” But this is untrue. The real story of the “Harlem Shake” shows how much popular culture has changed and how much it has stayed the same

Alguns anos atrás, series como Jericho, Firefly e Freaks and Geeks foram canceladas por baixa audiência, que era em torno de 7 milhões. Hoje uma série como Community, exibida na tv aberta e com 4 milhões de espectadores (cerca de um quarto da audiência de grandes séries atuais), vai para sua quarta temporada. E tem um motivo a mais para isso: ela tem os TTs globais do Twitter.

A matéria de capa da última edição revista Wired mostra a relação de um buzz online com a televisão, o que tornoua experiência de ver algo na tv algo muito maior que apenas olhar aquela tela grande no meio da sala.

Community, série de comédia exibida na NBC (aqui pela Sony), é um dos exemplos de como a audiência de televisão provavelmente não significa muita coisa. O “Ibope dos EUA” é a Nielsen e eles servem para sim medir uma coisa: quantas pessoas estão assistindo um determinado programa num aparelho de tv convencional, mas apenas isso. A questão é que as pessoas estão cada vez menos usando o aparelho de tv tradicional , principalmente nos EUA, então a medição deles serve cada vez menos. Existem Hulu, Netflix, Apple TV, iTunes, celulares, tablets, streamings – e nenhum deles é incluído numa análise de audiência.

Ainda, a experiência de assistir um programa não está apenas no momento de assistir. Durante e depois do episódio surgem os tweets, as postagens no tumblr, os memes pipocam no Facebook… Isso pode não ser audiência, mas faz parte do visibilidade do programa e sim, importa para os anunciantes.

Se o exemplo de Community parecer distante demais, algo semelhante aconteceu com a novela Avenida Brasil. Ela ocupou um grande espaço nas redes sociais e sua visibilidade foi muito além do que a audiência. Os números dela no Ibope não superaram a da novala anterior, Fina Estampa. Isso mostra que, talvez, o Ibope aqui e a Nielsen lá estejam medindo a coisa errada.

Atualmente não há ainda um modo diferente de medir a popularidade de um programa de tv. Mas os anunciantes já perceberam essa necessidade, o que fez a Nielsen comprar a empresa SocialGuide, que analisa o impacto social da televisão. A Nielsen também anunciou uma parceria com o Twitter para ser criado um índice de Social-TV, que está previsto para ser lançado ainda esse semestre. O próprio Twitter comprou a Bluefin Labs, uma empresa de análise de Social-TV.

O foco no Twitter como a rede social que mais se relaciona com a televisão não é a toa. Nos horários de pico de uso, 40% do assunto do Twitter é stelevisão. Um estudo feito pela Nielsen também aponta que o Twitter é uma das variáveis estatisticamente significantes que influenciam na audiência. Isso acontece especialmente entre as faixas etárias mais jovens – um aumento de 8,5% no volume de tweets corresponde a um aumento de 1% de espectadores de um programa première.

Essa relação cresce pois as pessoas estão consumindo múltiplos dispositivos ao mesmo tempo. No Brasil, 43% dos internautas assistem televisão enquanto navegam.

Isso mostra que sim, as medições de audiência podem estar retrógradas demais e por isso ser apenas um ponto – e não o único – a ser considerado por anunciantes. 

 

 

Adrian Chen escreve na New Inquiry um artigo que fala sobre a internet cada vez mais fechada: é uma ferramenta que dá infinitas opções de contato com pessoas de todo o mundo, mas que hoje o uso cria cercas. Pedro Burgos também comenta o artigo, relacionando com o cenário brasileiro. O texto referenecia o que foi escrito pelos dois.

“Os espaços que encorajam os estranhos a formar amizades duradouras estão morrendo. Fóruns e email estão sendo substituídos pelo Facebook, que é construído na premissa de que as pessoas irão preferir povoar cuidadosamente as suas vidas online com apenas um punhado de amigos “reais” e fechar a porta para trolls, stalkers e golpistas. Agora que a desconfiança com os estranhos online estão embebidas no código da nossa rede social mais popular, está ficando cada vez mais improvável que as pessoas interajam online com alguém que não seja conhecido”.

O argumento principal levantado por Chen é que essa mudança na deve-se, principalmente, pela arquitetura das redes sociais atuais (leia-se Facebook). As relações online surgidas por gostos em comum estão diminuindo (ou sendo dificultadas),. No Brasil isso é bem visível com a troca do Orkut e suas comunidades pelo Facebook. Como diz Burgos: “Havia amigos, fotos, scraps e fãs no Orkut, é verdade, mas boa parte do tempo das pessoas era gasto nas comunidades de interesse comum, onde discutíamos vários tópicos com completos estranhos (e ficávamos amigos de muitos deles). Essa uma estrutura ausente do Facebook. Em vários sentidos, a rede de Mark Zuckerberg é a antítese do que os primeiros teóricos da rede imaginavam como potencial do que viria a ser a internet”

Outro ponto no texto de Chen fala que, além da estrutura, a cultura do perigo online faz com que os usuários se fechem ainda mais. Alguns consideram que a amizade (namoro, relação em geral) online não é verdadeira, outros que tudo que está na internet é informação mentirosa, ninguém mostra quem é realmente. O ambiente se torna ainda menos propício para novos encontros.

Interessante pensar que alguns locais na internet fogem dessa regra. No Brasil existem fóruns ativos como o UOL Jogos, citado por Burgos. Outros que poderiam ser incluídos são o fórum de viagens Mochileiros e outros dispersos sobre literatura e séries de tv. A criada recentemente Skynerd tem uma proposta semelhante (e já gera encontros reais). O Tumblr tem também pequenas comunidades, gerando eventos parecidos com os falecidos IRcontros (se você lembra disso, tem pelo menos 15 anos de internet).

Nos Estados Unidos aparecem fortes o Reedit e o 4chan, de onde inclusive foi criado o Anonymous e todos os grupos de trolls da internet.  questão é que existem, ainda, possibilidades de encontrar semelhantes na internet, mas isso acontece em menor proporção e frequência. A questão é que existem, ainda, possibilidades de encontrar semelhantes na internet, mas isso acontece em menor proporção e frequência.

Talvez o caminho esteja mudando e, como Burgos lembra, “a busca social do Facebook talvez permita uma volta das comunidades, de alguma forma (você poderá buscar por pessoas com interesses comuns na mesma cidade, fora do círculo de amigos, por exemplo) e há alguns experimentos no Google Plus”. Quem sabe assim  teremos de volta os estranhos “encontros da internet” (que são muito diferentes do Youpix).

 

 

 

 

A internet está cada vez mais visual, mais curta e mais rápida. “Blogs foram uma das primeiras formas de rede social onde as pessoas escreviam mil palavras. Quando mudamos para a atualização de status do Facebook, nossos posts se tornaram menores. Então micro-blogs como o Twitter apareceram e encurtaram nossas postagens para 140 caracteres. Agora estamos ignorando completamente as palavras e se direcionando para uma comunicação mais visual.”, como explica William J. Ward, professor e estudioso de redes sociais no texto da Fast Company. 

Essa mudança de conteúdo nas redes sociais é um resultado de modificações na internet em geral como o fato dela ser mais rápida - dez anos atrás era impensável abrir uma imagem instantaneamente online, o uso de fotos atrapalhava mais que ajudava - e de uma popularização das câmeras de alta qualidade no celular - e os smartphones mostram no design que a preocupação maior é em fazer uma grande tela do que um teclado confortável. Grandes novidades que surgiram na web são ligadas ao visual: Instagram, Snapchat, Tumblr. 

Dentro desse contexto como a maior rede social do mundo o Facebook mudou (ou percebeu que precisava mudar).

A modificação visual que valoriza as fotos, que segundo Zuckerberg são mais de 50% do total de postagens, não é só um meio de atender os desejos dos usuários que preferem muito mais postar e ver imagens. É um meio de, até geometricamente, atender quem investe no Facebook. Os anúncios vão ficar maiores, mais frequentes e mais engajadores (ou seja, tão grande que é impossível do usuário não ver). Uma citação de Mark Zuckerberg, muito bem lembrada por Sam Biddle no seu texto para o Gizmodo, mostra que o pensamento do CEO é exatamente esse:

Publicitários querem coisas ricas como grandes imagens e vídeos, e nós não tivemos essas coisas historicamente. Mas uma das coisasque fizemos no último ano, como vocês sabem, é o Feed de Notícias orgânico que os consumidores usam que agora estamos colocando imagens maiores, mais mídia, e acho que vamos continuar nessa direção… Então acho que vocês vão ver a tendência aqui de onde estamos indo e onde naturalmente vamos chegar para entregarmos experiências de anúncio muito mais engajadoras do que tradicionalmente conseguimos fazer quando não tínhamos esse tipo de conteúdo no sistema.

A aposta do Zuckerberg em transformar o Facebook é muito bem pensada: é esse tipo de conteúdo que atrai mais os usuários da rede (uma pesquisa do Socialbakers indica que entre os conteúdos mais viralizados No Facebook, 93% é foto). E conteúdo compartilhado, visto e clicado indica melhor desempenho do anúncio. É assim que se convence milhões de empresas a pagarem o Facebook. A questão é que o design do Facebook mudar faz com que os usuários, inclusive as marcas, pensem mais em o que postar e em como postar. A briga é, no meio de várias fotos imensas no feed, se destacar.

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“I’d be really disoriented and wonder what had happened in the night. I don’t think I’d like it very much. There would be all kinds of weird challenges to deal with that I don’t have to deal with now. I don’t want to go through life wondering if people are talking to me because I have a big rack. Not being the babest person in the world creates a nice barrier. The people who talk to you are the people who are interested in you. It must be a big burden in some ways to look that way and be in public.”

 

Lena Dunham sobre o que faria se acordasse com o corpo de uma modelo da Victoria’s Secret

Vi aqui

Nessa semana a indústria fonográfica anunciou a boa notícia que, pela primeira vez nos últimos 12 anos, a venda de músicas cresceu, mesmo que seja um crescimento de 0,3%. Outra boa notícia foi que as redes P2P, usadas principalmente para baixar música ilegalmente, perderam 17% dos usuários entre 2011 e 2012. O número atingiu seu pico em 2055, quando um em cada cinco usuários utilizava esse tipo de rede.

Como discutido em matérias publicadas essa semana no Link Estadão e no O Globo, o lançamento de serviços de streaming de música a baixo custo fez com que muita gente encontrasse como pagar por músicas, mas sem gastar demais. A alternativa é viável tanto para os usuários quanto para a indústria fonográfica. A monetização parece que não beneficiou os artistas no mesmo nível, como explica East Bay Ray, guitarrista do Dead Kennedys, e isso tem um impacto na qualidade da música feita.

O Grooveshark é basicamente um roubo. Eles dizem que pagam, mas isso não é verdade. Eles ficam com todo o dinheiro do artista. O Spotify paga, mas são micro-quantidades e é especialmente ruim para artistas independentes. As gravadoras grandes tem interesse de proprietário no Spotify então recebem pagamentos maiores. Seja como for, as bandas têm que ter dez vezes mais audiência para ganhar o mesmo que o download de iTunes. Então, todos precisam parecer mais com Justin Bieber para ter um apelo maior.

Eu me considero um exemplo de como o serviço de streaming incentiva a venda o consumo legal de musical na internet. No começo dos anos 2000 a opção que tinha era o serviço de download ilegal mais famoso da época. Primeiro era o Napster, depois o Kazaa. Com o fim desses serviços, eram links que encontrava em sites, comunidades no Orkut ou em fóruns. Surgiu então o torrent, que era bem prático já que podia baixar os CDS inteiros rapidamente. Mas além de músicas, eu baixei muitos vírus, trojans, músicas falsas, de baixa qualidade e até erradas. Era uma busca até achar um lugar perfeito para baixar que, por algum motivo, acabava morrendo.

Aí eu preferi parar de baixar. Meu iPod tinha poucas músicas que preferia pegar no computador de amigos. E me irritava que, ao colocar no iPod, tinha que coloca eu mesma todas as informações da música como nome do cd, capa, nome do artista. Afinal, quando a música era baixada, ela dificilmente vinha com essas informações padronizadas.

Era um saco. Então ano passado foi lançado o Rdio no Brasil. Como não tinha Spotify,o Grooveshark nunca ofereceu um com aplicativo móvel e os outros serviços disponíveis era pequenos demais para oferecer um bom acervo, o Rdio foi a solução. A mensalidade era ok (já era os atuais 15 reais), o acervo era ok (e parecia estar aumentando) e tinha aplicativos móveis tanto para meu celular Android quanto para meu iPod. Valeu a pena apostar.

Atualmente meu IPod tem zero musicas, só uso o aplicativo do Rdio onde posso guardar minhas musicas offline. Mesma coisa no computador. Posso ouvir as musicas no trabalho, só entrar no site do serviço. Claro que ainda não é perfeito - o acervo ainda é limitado no Brasil, os aplicativos podem melhorar - mas é uma boa opção. E o fato de varias pessoas terem adotado essa opção impulsiona o lançamento de outros serviços de streaming (o Deezer foi lançado no começo desse ano e o Spotify chega no país ainda em 2013). 

Aparentemente as coisas andam bem. Eu, pelo menos, consumo mais musicas e, por isso, consumo tudo que envolve esse industria como clipes no YouTube, sites especializados e shows dos artistas. Tem umas desvantagens óbvias como o fato da música não ser minha, amanhã ela pode não estar mais disponível e azar. Mesmo que ainda nao esteja perfeito, é legal.

Pheed começou a aparecer nas ultimas semanas por ser um rede social que mistura Twitter, Instagram e a possibilidade de ganhar dinheiro. Funciona como um Instagram (um feed junta todas as pessoas que você segue) onde podem ser postadas fotos, vídeos, sons e textos de até 420 caracteres (ah, que coisa escolherem logo esse número). A parte do dinheiro é que qualquer pessoa pode “monetizar” o seu perfil, cobrando uma assinatura mensal de, no mínimo $1,99. Ou seja.p, para seguir suas celebridades favoritas como Chris Brown tem que pagar a tal assinatura de $2,99.

E tem quem pague? Talvez. Os dados do aplicativo são bem favoráveis - primeiras posições entre os mais baixados na App Store americana (ainda não foi lançada a versao de Android) e muito comentado principalmente entre os adolescentes (eles estão sempre na frente). É esperar para ver o futuro do Pheed.

O dia que não consegui entrar na minha conta segura demais

Tenho, desde muito tempo, uma conta do Dropbox. Por segurança, ativei a verificação em duas etapas para entrar nela. Ou seja, quando ia acessar minha conta via browser (algo muito incomum), teria que pegar um código que aparece no meu app Google Authenticator do celular.

A questão é que meu celular parou de funcionar na ultima semana e hoje voltou da assistência técnica totalmente zerado. Quer dizer, sem o aplicativo de autenticação e muito menos o código do Dropbox.

Para sincronizar a conta do Dropbox no meu celular vazio precisava, adivinhem, do código de verificação de duas etapas que, é claro, não tinha. Para resolver, preciso ir no site, ligar na minha conta e acessar as configurações. Mas para logar no site preciso, novamente, do código que deveria ter no meu celular. 

Aparentemente não tenho outra solução. A conta do Dropbox esta sincronizada no meu laptop, mas não posso mudar as configurações por lá, só mexer nas pastas na nuvem. Para recuperar a conta, teria que colocar uma código que eles enviam quando é ativada a verificação em dias etapas, mas que como não está em nenhum email ou bloco de notas, inevitavelmente perdi.

Fui traída pela segurança que eu mesma coloquei na minha conta. Pelo menos tenho certeza que é difícil passar pelo sistema e acessar os meus documentos.

O dia que não consegui entrar na minha conta segura demais

Tenho, desde muito tempo, uma conta do Dropbox. Por segurança, ativei a verificação em duas etapas para entrar nela. Ou seja, quando ia acessar minha conta via browser (algo muito incomum), teria que pegar um código que aparece no meu app Google Authenticator do celular.

A questão é que meu celular parou de funcionar na ultima semana e hoje voltou da assistência técnica totalmente zerado. Quer dizer, sem o aplicativo de autenticação e muito menos o código do Dropbox.

Para sincronizar a conta do Dropbox no meu celular vazio precisava, adivinhem, do código de verificação de duas etapas que, é claro, não tinha. Para resolver, preciso ir no site, ligar na minha conta e acessar as configurações. Mas para logar no site preciso, novamente, do código que deveria ter no meu celular.

Aparentemente não tenho outra solução. A conta do Dropbox esta sincronizada no meu laptop, mas não posso mudar as configurações por lá, só mexer nas pastas na nuvem. Para recuperar a conta, teria que colocar uma código que eles enviam quando é ativada a verificação em dias etapas, mas que como não está em nenhum email ou bloco de notas, inevitavelmente perdi.

Fui traída pela segurança que eu mesma coloquei na minha conta. Pelo menos tenho certeza que é difícil passar pelo sistema e acessar os meus documentos.